A Busca e Apreensão Corporativa: Limites Constitucionais e Direitos do Investigado
Uma análise detalhada sobre a extensão dos mandados judiciais em sedes de empresas, a preservação da cadeia de custódia das provas digitais e a desproporcionalidade na apreensão de dispositivos de terceiros não envolvidos no inquérito.
A execução de mandados de busca e apreensão em ambientes corporativos exige estrita observância aos limites traçados pela ordem judicial e pela Constituição Federal. Excessos cometidos por agentes policiais, como a apreensão genérica de servidores contendo dados sigilosos sem relação com o objeto da investigação, violam os princípios da proporcionalidade e do devido processo legal.
Nesses cenários, a intervenção imediata da defesa visa delimitar o escopo da diligência, resguardar segredos industriais e garantir a cópia forense dos dados indispensáveis à manutenção das atividades da empresa, contestando a nulidade de provas colhidas mediante desvio de finalidade.